A chefe era a Lucília
Duma ciosa Marília
E duma ofuscante Vanessa
Muito boa a fazer promessa
A chefe era condescendente
Primava pelo bom ambiente
Se o trabalho não adiassem
Os processos não arrastassem
E ali naquele cartório
O salário era meritório
Todo o ano havia aumento
Que facilitava o sustento
A Marília era madrinha
Da filha da sua chefinha
E da Vanessa foi da boda
Organizou a cerimónia toda
Assim neste viver plácido
Não há comentário ácido
Até que um dia se descobre
Como é que a Vanessa não é pobre
Anda-se há muito a orientar
Com o marido da chefe a roubar
Umas parcelas nas assinaturas
Dos clientes que proferem juras
Ao levantar a ponta do véu
Estala logo grande escarcéu
É que a Lucília é amante
Da comadre o tenrinho infante
A Marília fica maluca
Atira-lhe um carimbo à nuca
E ainda um pisa papéis
Exagerando nos decibéis
Está instalada a confusão
No cartório elevada tensão
Quando se zangam as comadres
Logo se descobrem as verdades
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
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