terça-feira, 9 de junho de 2009

Provérbios provados às crianças no Expresso

O Expresso lançou uma colecção de livros para contar às crianças os provérbios portugueses de sempre. As histórias são bem escritas, as ilustrações belíssimas, e trazem um CD com música e a narração da história.
O primeiro provérbio, lançado pelo jornal no Dia da Criança, já aqui foi provado. O segundo volume “Tal pai, tal filho”, faz-me lembrar o meu cunhado e o seu Francisco. Extremamente parecidos fisicamente, na muita criatividade, e no léxico precoce com laivos de gaguez, quando com pressa de dizer tudo de uma assentada. No próximo Sábado sairá o neo-clássico “Quem tem boca vai a Roma”, e já agora quem tem dinheiro acrescento - adorava voltar a essa cidade fascinante onde só estive por um dia.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Provérbio autobiográfico

Costumo dizer que fui concebida no "Verão quente de 75" para justificar a natureza impetuosa. Quando nasci em Fevereiro de 76, chamaram-me Margarida e, por me terem dado apenas um nome próprio, muita gente me trata por diminutivos. Na infância e adolescência fui boa aluna, muito dada à leitura e pouco ao desporto, introspectiva embora sociável, características que mantenho. Vivia em Queluz, e na idade em que se escolhe uma área do conhecimento fiquei baralhada, optei pelas ciências porque gostava muito de Biologia, embora lamentasse a perda da História e da Geografia. Mas foi a Matemática que me trocou as voltas e levou-me para o Porto aos 18 anos. O curso era de Ciências agrárias, na praça a que carinhosamente chamam "os leões",e foi o 1º de 3 cursos superiores que não terminei, isto dito assim para progredir na história. Fui tendo trabalhos temporários, pois a fonte familiar secou no meio dos devaneios estudantis, até que desisti da Fisioterapia e comecei a trabalhar mais a sério, em agências de viagens e num atelier de design, produção artística e literária. Por essa altura estive num concurso de TV, era o "Um contra todos", que na cadeira derrubava os 50 na plateia; consegui responder às perguntas e acumulei uma maquia considerável. Depois resolvi estudar, podem rir!, e tirei o curso de técnica profissional de biblioteca e documentação, fiz 3 estágios e continuo sem trabalho na área. Já vivi em família, com amigos, com quase desconhecidos, junta, sozinha, no meio dos meus sobrinhos. Gosto de silêncio quando leio e nesses momentos, como noutros, gosto do meu canto sossegado. Apesar deste aparente silêncio, quando falo, falo muito, gosto de conversar, e rio muito, mesmo nunca tendo posto o aparelho nos dentes, e fumo e bebo, e tenho a voz grave e, dizem, radiofónica. Mas não sei cantar, nem desenhar, e nunca fui atleta. Sou alta e o meu nariz é bonito. E não gosto só de ler e de provérbios, também gosto de música e de cinema. E gostava de viajar mais porque há tanto a descobrir. Tenho três sobrinhos no coração, dois livros na gaveta e um antúrio a florir num vaso, por isso acho que não vou morrer já.


- Vida gemida, vida comprida