É uma criatura macabra
Enxertada em corno de cabra
O feitio é tão mau que dói
De ninguém ela se condói
Ela só rosna não fala
Hostiliza toda a sala
Nem tão pouco sabe pedir
Mais parece que está a cuspir
Desconhece um obrigada
Tem ar de quem oferece porrada
Só lhe falta a mão na anca
Para apregoar peixe na banca
Que má sorte ter de privar
Com tal fulaninha lidar
Pelas costas era bom vê-la
Pôr um ponto final na querela
Mas contudo não há fim à vista
Há que suportar tal artista
Dava jeito saber até quando
Depende de quem está no comando
terça-feira, 12 de novembro de 2019
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