Ele saiu para ver o mundo
Mas foi azar o que encontrou
Com o pão que alguém amassou
Tornou-se cedo um vagabundo
Não fazia nenhuma ideia
Do que almejava encontrar
Mas sem parar de procurar
Prosseguiu a sua epopeia
Até chamou a alguns lugares
Os seus cantos provisórios
E que apesar de transitórios
Fizeram as vezes de lares
A meio caminho entretanto
Desconfiou está bem de ver
Que não basta só pretender
E que se acaba o encanto
Num belo dia de repente
De pousar teve vontade
Estava cansado na verdade
De ser tão independente
No fundo a essência verdadeira
É ter-se livre o pensamento
Que depende apenas do intento
Não da condição forasteira
Pondo isto tudo na cabeça
Quis tornar à terra natal
E assim para lá deu sinal
Antes que dele se esqueça
Festeja o pai festeja a mãe
Festeja o filho regressado
Neste desfecho afortunado
Tudo está bem se acaba bem

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