De humanidade em teu ser
Por dentro és composta de palha
Da poeira que traz a limalha
Praticas tanto o enxovalho
No teu local de trabalho
Onde empunhas um chicote
Fazes tudo andar num virote
Nem és assim tão competente
Mas isso ninguém o desmente
Não articulas com cuidado
O sujeito com o predicado
Tu negas o que já afirmaste
As certezas que mal praticaste
Já que nunca confessas enganos
Admitir não está nos teus planos
Um viver assim tão solitário
Só pode ser um triste fadário
Pois exibes de aço um arpão
No lugar desse teu coração
Normalmente só usas gritar
Por tu não saberes mandar
O teu sonho é poder demitir
Quem à norma não quer aderir
Simulas um constante zelo
E pretendes servir de modelo
Mas és burra todos os dias
Como é hábito das chefias
Não arredas um pé do teu posto
Revelando enorme mau gosto
Só desejas poder alcançar
O mais cimeiro patamar
No entanto o teu medo maior
É que não te atribuam louvor
E que um dia lá na biblioteca
Te descubram de vez a careca

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