De trinta lingotes de ouro
Não o usa porque tem temor
Como se fosse outro o senhor
Até pode gastar mas não quer
O seu fito é apenas recolher
E espalhar sovinice ao redor
Do que ser pobre é bem pior
Tal e qual um porco-mealheiro
Largará a soma do dinheiro
Quando o próprio Luís se partir
E para debaixo da terra sumir
Tão absurda é a sua situação
Por esconder assim cada tostão
Quando um dia lhe der o fanico
O Luís vai então morrer rico
É tão grande a sua avareza
Viverá sempre na pobreza
Por temer o futuro à frente
Acaba por sofrer no presente
Ansiando pelo bolo completo
O Luís só subsiste inquieto
Não se acha nenhum avarento
Que não viva num tormento

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