A Ana Luísa era ladra
Mas dinheiro não roubava
Nunca foi parar à esquadra
Nem por lá perto andava
Era tão má e mentirosa
Conseguia tirar vantagem
De qualquer situação ardilosa
Para a qual reunisse coragem
Cobiçava tudo o que via
As outras mulheres usar
E fazia a sua magia
Nas artes de manipular
Esperava que a outra estreasse
Para poder comentar no fim
Por melhor que até lhe ficasse
Isso fica-me melhor a mim
Uma vez conseguiu cobrar
Umas contas de água e luz
Quando estava no Porto a morar
E a outra vivia em Queluz
Batia num gato bebé
Por fazer fora da caixa
Vai aprender como é
Dizia essa pessoa baixa
Fez sumir como que por encanto
Uma máquina de escrever antiga
Nem imaginam o meu espanto
Porque a julguei minha amiga
Nunca vi tão vil pessoa
Ou tanta maldade junta
Não havia qualidade boa
Só faltou fazer-lhe a pergunta
Porque és tão ruim criatura
Tão estúpida e tão azeda?
Qual seria a tua figura
Se te pagassem na mesma moeda?
sexta-feira, 19 de julho de 2019
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