O Mário é um vagabundo
Como existem tantos no mundo
Que à ladroagem se dedica
Se com guito no bolso não fica
Ele vive do expediente
E assim sobrevive contente
Às vezes arranja um biscate
Na oficina de um alfaiate
Mas ele gosta é de andar
Pelas estradas a vaguear
Dedicar-se ao dolce far niente
Ser das ruas um residente
O Mário também tem azares
Roubaram-lhe os malabares
E desmaiou nos urinóis
Ficando em maus lençóis
Logo alguém chamou o INEM
Que as pulgas do Mário não teme
Finalmente uns lençóis lavados
Cingiram os seus membros cansados
O que lhe reserva o futuro?
O Mário gosta de ser um duro
Quiseram arranjar-lhe um trabalho
Mas mandou-os para o caralho
Perdoem-me se escutaram
A história tal qual ma contaram
É melhor tapar os ouvidos
E também os outros sentidos
Pois o Mário cheira muito mal
Mesmo dentro do hospital
Insistiu que não se lavava
E um mau odor exalava
Isto há-de ter um desfecho
Mas eu esta história já deixo
Imaginem-lhe um fim vocês
Pensando nos comos e porquês
quinta-feira, 11 de julho de 2019
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