Eu bem olho os lírios do campo
E aprendo dos rios a lição
Mas tão frequentemente me estampo
Que pareço não ter cognição
Se até não sou burra de todo
Porque dou tanto tropeção?
Porque me amachuco no lodo?
Porque abraço a imperfeição?
Tantas vezes de mãos atadas
Parece ser a minha restrição
Diz que sou das pessoas dotadas
Mas dispensava a erudição
Não queria a complexidade
Mesmo que pareça um chavão
Preferia só a simplicidade
De descansar em qualquer colchão
segunda-feira, 8 de julho de 2019
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