Escrever não dá pão para a boca
Coisa de gente meio louca
Só a Internet traz leitores
Nunca a atenção dos editores
Edição literária é negócio
Que se presta ao culto do ócio
Para um autor ser reconhecido
Tem de ser às mesas recebido
Convém ter um padrinho bom
Que o apresente em tal tom
De ter inovadora obra
Que nos escaparates não sobra
Terá de alguns cus lamber
E saber como se vender
Alinhar na cunha mafiosa
Quer escreva poemas ou prosa
Nunca será rico o escritor
Rende pouco o seu labor
Ficará com a mão a latejar
Por tantos autógrafos dar
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
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