Quando se vai à taberna
E do copo três se abusa
No dia seguinte se hiberna
Levantar da cama é recusa
Queres fiado toma o cartaz
Que nas paredes está exposto
O WC na parte de trás
Ao lado da pipa com mosto
O Senhor Saraiva ao balcão
Com o seu cabelo oleoso
Limpa ao avental logo a mão
Serve os copos com ar pesaroso
Não se sabe o copo qual
Que a moca despoletou
Bebedeira monumental
Que na sanita terminou
Mas que grande ressaca irra
Como dar com a cabeça na porta
Não adianta sequer fazer birra
Se não se sai da cepa torta
Dizer não irei beber mais
E no dia seguinte ir lá
São promessas que já são demais
Coerência e estrutura não há
sexta-feira, 22 de março de 2019
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