Namorado muito ciumento
É igual à besta muar
Por mais que se prove um evento
Sempre uns coices hão-de dar
Tudo lhe cheira a esturro
Da verdade nada é abono
Por isso albarda-se o burro
Ao que for a vontade do dono
Que o ciúme e a teimosia
Dúvida constante e gratuita
Insistem na aleivosia
Na desconfiança fortuita
É dar razão ao burrito
E até aumentar a parada
Pode ser que afinal o dito
Perceba que não vale nada
Que não há razão na tortura
Psicológica que inflige
E desista enfim da postura
E da rigidez que exige
domingo, 23 de junho de 2019
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