Não desejando tirar cores e sabores a outras amigas, a Marta é especial.
Descobri há tempos um provérbio e cheguei a sugerir-lhe que mo escrevesse “por encomenda”, e sendo uma pessoa discreta, não se escusou de todo mas também não exultou propriamente. É essa uma das características da Marta: tem uma fleuma muito calorosa, passe a contradição. E sendo ela discreta, abster-me-ei de discorrer aqui sobre as suas extraordinárias virtudes, o seu admirável apego à vida sem dramas, oferecendo lições de borla aos mais atentos sem no entanto se tornar pedante ou querer vender as suas ideias.
A Marta canta muito bem, é extremamente afinada e tem um timbre jazzístico que muito me agrada. Para além disso, tem uma capacidade de improviso fabulosa; e entre outras, recordo com particular carinho a sua versão do Summertime em português, da qual me lembro apenas de frases soltas, se calhar trocadas pela memória:
" É Verão (…) e o algodão está crescido / O teu pai é riii-co e a tua mãe é bem boa / Por isso, querida, não chores mais… "
E se recordo a tua voz maviosa, recordarás decerto o meu pânico com o regime de contrato da função pública. Por isso acontece, querida Marta, e sem lágrimas, que te devo já vai para um ano um jantar. Planeio encher-te o estômago e o fígado de agradecimentos, e no fim terás de fazer jus ao provérbio que não quiseste escrever:
- Bem canta Marta, depois de farta
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
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2 comentários:
Aaaaaaaaaai quanta honra!! Um provérbio a provar só para mim... Depois de farta cantarei! Fica prometido e ficará provado! Muitos beijos!!
Qual honra, tu mereces!
Fica feita a promessa depois do estômago cheio, e espero-te farta mas não de mim... ;)
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