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Coimbra, 6 de Dezembro de 1938 – Dia de confissão geral. Isto e aquilo da minha vida, do meu temperamento, desta incapacidade que tenho de criar harmonia. Os meus sete pecados mortais em carne viva.
…Quinto – a sede de amor absoluto que me devora;
Sexto – o clima tropical de violência e ternura que envolve o que penso e faço. Absolvido.
Depois do sétimo, porque não tentava eu dar forma capaz a tudo quanto dizia, que era realmente belo?
Porque não. Porque um homem não se escreve.
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In Diário, Vol. 1 – Miguel Torga
P.S. – Post livre de preconceitos virtuais, e quiçá supondo que os Diários do Torga se tornariam no melhor blog português, fosse ele um contemporâneo entusiasta da Internet. Apenas desconfio que não seria adepto das redes sociais…
terça-feira, 3 de agosto de 2010
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