Que posicionas atrás do balcão
Sempre é melhor a loja que a jeira
À tua medida porque és mandrião
Quando assoma um raro freguês
A contragosto tu lá te levantas
E mal disfarçando esse revés
A freguesia da loja tu espantas
Ao teu pé esquerdo pedes licença
Para que faça o direito mexer
Essa moleza imita uma doença
Que nem te esforças por esconder
Mais parece que é grande favor
De cada vez que surge um cliente
Talvez na loja mande outro senhor
Tu fazes figura de corpo presente

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