E também as noites de luar
Não se comove com prantos
Se antes não os autorizar
Comanda com mão de ferro
Segurando a batuta na mão
Por não tolerar nenhum erro
Origina sempre uma tensão
Dá o bom tempo e a chuva
Tal como a entidade divina
A sua chapada é sem luva
Enquanto assim discrimina
As rédeas primeiras são suas
Ele faz andar a carruagem
Desenha o traçado das ruas
Pois é quem escolhe a viagem
Os outros têm de o seguir
E calados então obedecer
Não pode sequer omitir
Que pretende tudo reger
E assim pondo e dispondo
Dita o rumo das manobras
No meio do gesto hediondo
Alimenta o silvo das cobras
Não sabe ser a autoridade
Não basta a faca e o queijo
São sinal de arbitrariedade
E também de falta de pejo

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