Que te impede o corpo de andar
E face a tudo tu vais hesitar
Pois nada te corre de feição
O teu gesto é sempre o remendo
Para compôr algum tipo de erro
Vais malhando a frio no ferro
Sem tirar qualquer dividendo
Mais parece que foste enfeitado
Dada essa orfandade de ideias
Todavia tu tens as mãos cheias
Só de angústias do teu passado
Por andares na vida à nora
A correr atrás do prejuízo
Não decifras o que é preciso
Para enriquecer cada hora
Quem o que busca não sabe
Não identifica o que acha
E dessa forma nunca relaxa
Por sentir que nada lhe cabe

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