E produz um eco como um gemido vulcânico
Nesse segundo de deslize a sombra do erro
Cobre toda a superfície da terra
Os olhos debruçam-se sobre a ferida
As línguas comentam a queda
E longe dos ecrãs e dos microfones
A vida faz ao tempo o que o tempo faz à vida
As raízes perfuram os solos
A seiva trepa pelos caules
As andorinhas enfeitam os beirais
Ninguém dá pelo suor da Natureza
No seu labor invisível e silencioso
Qualquer bom resultado não escuta aplausos
As bocas apupam com mais facilidade
Do que as mãos se juntam para bater palmas
A destruição é mais visível do que o progresso
Uma árvore que cai faz mais barulho
Do que uma floresta que cresce

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