Por ser gesto que descansa
Quem não nasce para poupar
Na linha nunca vai andar
Andará num desassossego
Preso a um consumo cego
E o melhor que devia fazer
Era com o poupado aprender
Do que tem ele guarda metade
Para que não o gaste à vontade
Por ter um montante escondido
Não se encontra desprevenido
E até somas sem importância
Guarda para qualquer instância
Pois os bens que são essenciais
Não podem faltar-lhe jamais
Assim ao encher grão a grão
Ele dá uma importante lição
Quem não poupa água nem lenha
Não poupa nada que tenha

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