Tem lábia para dar e vender
Não resiste a arrastar a asa
Se por ele passa uma mulher
Seja alta baixa ou gordinha
O macho não se faz rogado
E vá acompanhada ou sozinha
Sempre um piropo é lançado
Para conversar está disposto
Também para trocar galhardetes
Vai rodeando o sexo oposto
Até que elas lhe atirem piretes
Tão firme não larga a labita
De qualquer rabo de saias
A uma feia ele chama bonita
Pois todas servem de cobaias
Pratica um tipo de assédio
Que chega quase a molestar
Mesmo que lhe mostrem o médio
Não há meio de se pôr a andar
Nesse acto de tanta insistência
As fêmeas respondem fugindo
Que lhes dê o Senhor paciência
E perceba que não é bem-vindo
Furioso ao ser dispensado
Vai faltar-lhes então ao respeito
Por ficar muito ressabiado
Vai dizer que se põem a jeito

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