Nunca o seu gesto é manso
E em cada jornada é normal
Ter sempre tensa a cervical
Por agruras do seu calendário
É tão apertado o seu horário
E nessa rotina de lufa-lufa
Não pode ser flor de estufa
Sempre a operar várias frentes
Vai murmurando entre dentes
Que não ganha soldo de bombeira
Nem lhe pagam por cada rasteira
Ela anda em modo de corrida
Não conhece outro tipo de vida
Pois no fundo é muito receptiva
A andar numa de roda-viva

Sem comentários:
Enviar um comentário