De pareceres tão porcalhão
Mas no fundo és um doente
Em ti o achaque é frequente
Tu sofres de dores constantes
Queixas-te em muitos instantes
E por isso o teu corpo achacoso
Jamais se apresenta cheiroso
Toma todos os dias um banho
Ou terás um cheiro estranho
Como uma cebola nos sovacos
Que se entranha nos casacos
Os teus pés têm odor a queijo
Assim ninguém te dá um beijo
Todo o corpo te cheira a mofo
Quem se abeira tem de ter estofo
E o perfume do teu cabelo
É igual ao bafo do camelo
Precisa de imenso champô
Mas toda a gente se calou
Não há quem tenha coragem
De te transmitir a mensagem
Ou então dar-te um sabonete
Para usares depois da retrete

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