No lixo encontra sustento
Ele está onde há sujidade
Nas catacumbas da cidade
Nesse mundo só há escuridão
Mas o rato pressente o clarão
Foge logo a escapar da morte
Apressado abusando da sorte
Dá valor aos pressentimentos
Já que o rato tem sentimentos
Sente medo e sente euforia
Tem presságios de epifania
Tem um faro de perdigueiro
Por isso é sempre o primeiro
A pôr em curso o desafio
De abandonar o navio

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