Mas ninguém sabe quem somos
Mais de que na casca é nos gomos
Que se esconde um gene de louco
Se calhar há uma veia poética
Que relata como o que sentimos
É diferente do que assistimos
De uma forma algo profética
Esta é uma filosofia de bolso
Não quer ninguém convencer
Deixa espaço para escolher
Se mostrar ferida se osso
E para quem prefere exibir
Conquistas e tanta alegria
Só porque tem essa mania
Do bom e do mau distinguir
Que então ignore os sinais
Ponha toda a fé no remédio
Que combate o tipo de tédio
Que se cola às coisas banais
Por isso não esqueças de dar
Uns ares dessa tua graça
Que mesmo face à desgraça
Sabe como se reinventar

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