Feito de carne de sonho e de vento
Ruma o navio por mares de espanto
Cruza a tormenta e o próprio lamento
Ignora o perigo escondido num canto
Lá no horizonte na noite escura
O farol acende um olho de brasa
É a lucidez que a mente procura
Há nessa luz a promessa de casa
Na distância que encurta o caminho
A alma distrai-se no fim da viagem
Solta-se o leme que navega sozinho
Cego pelo brilho da falsa miragem
A barra é o limite o aceno da terra
Onde a soberba supera a atenção
Ignora demónios que o mar encerra
Nas águas revoltas da vaga ilusão
Basta um segundo de falsa certeza
Para que o descuido roube o desvio
Uma rocha desfaça qualquer grandeza
Que à boca da barra se perde o navio
Ruma o navio por mares de espanto
Cruza a tormenta e o próprio lamento
Ignora o perigo escondido num canto
Lá no horizonte na noite escura
O farol acende um olho de brasa
É a lucidez que a mente procura
Há nessa luz a promessa de casa
Na distância que encurta o caminho
A alma distrai-se no fim da viagem
Solta-se o leme que navega sozinho
Cego pelo brilho da falsa miragem
A barra é o limite o aceno da terra
Onde a soberba supera a atenção
Ignora demónios que o mar encerra
Nas águas revoltas da vaga ilusão
Basta um segundo de falsa certeza
Para que o descuido roube o desvio
Uma rocha desfaça qualquer grandeza
Que à boca da barra se perde o navio

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