É igual a um catavento
Aparece sem fazer vénia
E vai-se sem um lamento
Marca a direcção do norte
Mas a agulha está avariada
Por isso entrega-se à sorte
Que é sempre tão inesperada
Podendo ganhar ou perder
Nunca sabe de antemão
Se vai um amor receber
Ou se é mais uma decepção
Ignora os mapas traçados
Pela mais salutar coerência
Esperando que os apaixonados
Tenham o mínimo de decência
Recusa quaisquer fronteiras
Impostas pelo bom senso
As fraquezas são passageiras
Contudo o afecto é intenso
Nela mesma não tem mão
Ela é ao equilíbrio avessa
Ama mais com o seu coração
Não usando pra isso a cabeça

Sem comentários:
Enviar um comentário