Não se ampara na vertical
Toda a gente é surpreendida
Por ter uma curva cervical
Não se apresenta alinhada
Ou direitinha como um fuso
Aparece em pose alquebrada
E até lhe falta um parafuso
É tão caprichosa essa sorte
Volúvel e bastante mimada
Iludindo o fraco e o forte
Como uma ponte derrubada
Que impede qualquer acesso
Restringe ainda a progressão
Faz sempre atrasar o começo
Lançando só mais confusão
Por hábito faz o que quer
À deriva é assim patareca
Desse modo só faz padecer
Suportar tal sorte marreca

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