O Faustino é um amargurado
Pelos erros do seu passado
De manhã acorda de trombas
Com vontade de colocar bombas
Ele nunca está satisfeito
Tem se um aperto no peito
Cada frase é uma alfinetada
Porque não pode dar bofetada
É uma pena que o Faustino
Seja infeliz desde menino
Consigo mesmo não tem paz
Assim é desde que foi rapaz
Nunca um mero sorriso
Se lhe aflora ao semblante
Ele está sempre de sobreaviso
Com mais trombas que um elefante
(Ilustração: Junkhead)

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