Que as portas são quadradas já se sabe
Mas lá em cima a do céu tem a forma de uma nuvem
Para lá dela a tal luz divina tão branca
Que a eternidade é cega já se sabe
E por isso os anjos queimaram as asas
Enquanto o diabo esfrega um olho
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Provérbio provado rimado - CDIII
Mais de meia vida vivida
Transtornos maleitas suspiros
Parte dela adormecida
Mas também momentos giros
Parece tão só correria
Mas é como diz o outro
Não há nada como um dia
Que surge depois do outro
Transtornos maleitas suspiros
Parte dela adormecida
Mas também momentos giros
Parece tão só correria
Mas é como diz o outro
Não há nada como um dia
Que surge depois do outro
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Provérbio provado hibernado
Tinham estado um mês sem se verem. Rosa inventara uma conferência numa cidade longe o suficiente para lhe permitir passar a noite fora sem levantar suspeitas. Felizmente, o marido não era desconfiado, ainda há pouco lhe desejara boa noite pelo telefone sem questões de maior.
Embora agora estivesse a dormitar no rescaldo da paixão, ela sentia o corpo daquele homem ao seu lado que fazia o favor de não ressonar. Ele respirava muito devagar num movimento constante, convidando-a assim a encostar-se meio lânguida ao seu sono. Existia entre os seus corpos adormecidos uma tal continuidade que até se poderia tornar num hábito, quase um sentimento de segurança. Só aqui neste quarto sonhariam juntos a dormir por não o poderem fazer acordados.
- O que ninguém sabe, ninguém estraga
Provérbio provado rimado - CDII
Não sei o que tens contra mim
Para seres tão mula assim
Porque és tu tão invejosa
E pessoa nada atenciosa?
Não sei da inveja que atraio
Mas sei que da queda de um raio
Até ao raio que te parta
Há diferença que se farta
Para seres tão mula assim
Porque és tu tão invejosa
E pessoa nada atenciosa?
Não sei da inveja que atraio
Mas sei que da queda de um raio
Até ao raio que te parta
Há diferença que se farta
sábado, 8 de setembro de 2018
Provérbio provado rimado - CDI
Ó João tu és preguiçoso
Não gostas de acordar cedo
Não és nada meticuloso
Tua vida dava um enredo
Estas sempre a chutar para canto
À espera de alguém que faça
Até reparares com espanto
Que come o lençol a traça
Não queres tomar decisões
Queixas-te da vida cansada
Dás o cu e oito tostões
Para não fazer mesmo nada
Não gostas de acordar cedo
Não és nada meticuloso
Tua vida dava um enredo
Estas sempre a chutar para canto
À espera de alguém que faça
Até reparares com espanto
Que come o lençol a traça
Não queres tomar decisões
Queixas-te da vida cansada
Dás o cu e oito tostões
Para não fazer mesmo nada
Provérbio provado mal enjorcado
O Sebastião era narigudo, orelhudo, vesgo e tinha os lábios demasiado grossos. O corpanziltambém não ajudava: era rodas baixas e entroncado com uma barriga descomunal. Além disso, andava sempre mal enjorcado, ponta acima ponta abaixo, e carecia de classe.
No entanto, o Sebastião fazia sucesso entre o mulherio, desde as suas inúmeras amizades até às primas mais afastadas, já para não falar dos casos que ia tendo fortuitamente. Era um corropio: no Livro das caras não paravam de surgir novos pedidos femininos e de apitar mensagens e o telemóvel tocava continuadamente.
Eu não gosto de ser má-língua, mas quero crer que este interesse repentino na pessoa do Sebastião se devia àquele artigo num jornal sensacionalista que o pintava "O solteiro mais cobiçado do momento" devido à herança que receberia quando um dia os pais se finassem - o legado seria gordo e nem sequer havia irmãos com quem dividir o pecúlio. O artigo fazia-se acompanhar de uma fotografia com um Sebastião igualzinho a si próprio, mas isto não demovia as candidatas para quem
- Homem rico nunca é feio
No entanto, o Sebastião fazia sucesso entre o mulherio, desde as suas inúmeras amizades até às primas mais afastadas, já para não falar dos casos que ia tendo fortuitamente. Era um corropio: no Livro das caras não paravam de surgir novos pedidos femininos e de apitar mensagens e o telemóvel tocava continuadamente.
Eu não gosto de ser má-língua, mas quero crer que este interesse repentino na pessoa do Sebastião se devia àquele artigo num jornal sensacionalista que o pintava "O solteiro mais cobiçado do momento" devido à herança que receberia quando um dia os pais se finassem - o legado seria gordo e nem sequer havia irmãos com quem dividir o pecúlio. O artigo fazia-se acompanhar de uma fotografia com um Sebastião igualzinho a si próprio, mas isto não demovia as candidatas para quem
- Homem rico nunca é feio
Provérbio provado rimado - CD
Quem ao longe vai casar
Ou leva ou vai buscar
O que leva e o que traz
Em corrida tão voraz?
Porque não casou na aldeia
Em noite de lua cheia?
Porque foi casar lá longe
E escolheu padre e não monge?
Será que foi enganado
Num fato bem engomado?
Se até foi cedo ao barbeiro
E gastou tanto dinheiro!
Finda mais um garrafão
Brindes e apertos de mão
Tanto beijo nas bochechas
E desejos tão lamechas
Passa um dia tão comprido
Já se sente exaurido
Dói-lhe muito o maxilar
De sorrir sem não parar
Volta a casa no regresso
Espera ter um bom começo
Leva o padrinho pelo braço
E traz a esposa no regaço
Ou leva ou vai buscar
O que leva e o que traz
Em corrida tão voraz?
Porque não casou na aldeia
Em noite de lua cheia?
Porque foi casar lá longe
E escolheu padre e não monge?
Será que foi enganado
Num fato bem engomado?
Se até foi cedo ao barbeiro
E gastou tanto dinheiro!
Finda mais um garrafão
Brindes e apertos de mão
Tanto beijo nas bochechas
E desejos tão lamechas
Passa um dia tão comprido
Já se sente exaurido
Dói-lhe muito o maxilar
De sorrir sem não parar
Volta a casa no regresso
Espera ter um bom começo
Leva o padrinho pelo braço
E traz a esposa no regaço
Provérbio provado rimado - CCCXCIX
O tempo colado à pele Lá nos ficheiros da mente Mesmo se o presente o repele Não me deixa jamais descontente Vou abrindo com todo o cuidado Os diques da renovação E escrevo algo enlevado Com a pena que me vem à mão Vou sofrendo as transformações Inerentes a esta passagem Aos deuses digo orações Muitas frases numa colagem Tenho impressões sobre o mundo Que vejo com nova dioptria Sou demasiado profundo Esqueço-me de dizer a alegria No final da minha história Que creio ser aqui ao pé O resumo é uma vitória Como as árvores morro de pé
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Provérbio provado rimado - CCCXCVIII
Ha uma expressão portuguesa
Tão errada tenho a certeza
Envolve sempre um rebanho
E uma ovelha que se crê com ranho
Se calhar terá alergia
Bale com menos energia
Onde há um lenço a mais
Para ficarem todas iguais?
Só que ela ranhosa não está
É ronhosa que se conta lá
A palavra não vem de ronha
Que ela tem alguma vergonha
O que tem é uma espécie de sarna
É doença que nela encarna
Posta de lado a ovelhinha
Fica sozinha coitadinha
Tão errada tenho a certeza
Envolve sempre um rebanho
E uma ovelha que se crê com ranho
Se calhar terá alergia
Bale com menos energia
Onde há um lenço a mais
Para ficarem todas iguais?
Só que ela ranhosa não está
É ronhosa que se conta lá
A palavra não vem de ronha
Que ela tem alguma vergonha
O que tem é uma espécie de sarna
É doença que nela encarna
Posta de lado a ovelhinha
Fica sozinha coitadinha
Provérbio provado rimado - CCCXCVII
Quem o mesmo prédio partilha
Tem de seguir a cartilha
Que as reuniões são um frete
Mais valia ficar na retrete
Se pertences a uma comunidade
Que é uma pequena cidade
Diz bom dia e dá um sorriso
Mesmo se é o teu gesto conciso
Para ter boa vizinhança
Às dez acaba a festança
Se a vassoura bater no tecto
Já sabes fica bem quieto
Se o vizinho é intolerante
Tenta manter-te distante
Mas recebe-o de modo informal
Quando te vier pedir sal
Um dia sabes tudo muda
Podes tu precisar de ajuda
Não faças mal ao teu vizinho
Que o teu pode vir a caminho
Tem de seguir a cartilha
Que as reuniões são um frete
Mais valia ficar na retrete
Se pertences a uma comunidade
Que é uma pequena cidade
Diz bom dia e dá um sorriso
Mesmo se é o teu gesto conciso
Para ter boa vizinhança
Às dez acaba a festança
Se a vassoura bater no tecto
Já sabes fica bem quieto
Se o vizinho é intolerante
Tenta manter-te distante
Mas recebe-o de modo informal
Quando te vier pedir sal
Um dia sabes tudo muda
Podes tu precisar de ajuda
Não faças mal ao teu vizinho
Que o teu pode vir a caminho
Provérbio provado rimado - CCCXCVI
O namorado da Ana
Tem de abrir a pestana
Pois ela já está fartinha
De ser a eterna noivinha
O anel no dedo chegou
Mas depois não mais avançou
O casório com que ela sonha
Mais a visita da cegonha
A Ana não se vai resignar
Nem tão pouco os braços cruzar
Todos os dias lança a escada
Nem pensem que fica cansada
Há-de moer-lhe a cabeça
Até ver se a festa começa
Que água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Tem de abrir a pestana
Pois ela já está fartinha
De ser a eterna noivinha
O anel no dedo chegou
Mas depois não mais avançou
O casório com que ela sonha
Mais a visita da cegonha
A Ana não se vai resignar
Nem tão pouco os braços cruzar
Todos os dias lança a escada
Nem pensem que fica cansada
Há-de moer-lhe a cabeça
Até ver se a festa começa
Que água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Provérbio provado rimado - CCCXCV
Bem me quer mal me quer
É tão engraçada cantiga
Com origem muito antiga
Cantada por quem quer saber
Se o refrão faz corresponder
Com a tal pétala correcta
Arrancada a predilecta
É um amor que vai crescer
É tão engraçada cantiga
Com origem muito antiga
Cantada por quem quer saber
Se o refrão faz corresponder
Com a tal pétala correcta
Arrancada a predilecta
É um amor que vai crescer
Provérbio provado rimado - CCCXCIV
Não penses que envelhecer
É tal qual como adoecer
Com as células em farrapos
Porque velhos só mesmo os trapos
É tal qual como adoecer
Com as células em farrapos
Porque velhos só mesmo os trapos
Provérbio provado rimado - CCCXCIII
Tu és um chato do caraças
A melgar a tarde toda passas
Percebo o teu ponto de vista
Já podes baixar essa crista
Que eu compreendo à primeira
Mesmo se em tom de brincadeira
Não batas mais no ceguinho
Ou então dá-lhe devagarinho
A melgar a tarde toda passas
Percebo o teu ponto de vista
Já podes baixar essa crista
Que eu compreendo à primeira
Mesmo se em tom de brincadeira
Não batas mais no ceguinho
Ou então dá-lhe devagarinho
Provérbio provado rimado - CCCXCII
Esta rima de meia tigela
Não consegue ter nada de bela
São versinhos colhidos avulso
Escritos com toda a força do pulso
E então mais tarde ou mais cedo
Vai escapar-se-me o dedo
Disparate vem já a seguir
Para o povo se pôr todo a rir
Gozar com o gestor do Estado
Que quer sempre poleiro elevado
Ou argumento de advogado
É escutado sempre de mau grado
Cores berrantes eu cá não duvido
Que me podem ferir o ouvido
Cu ao léu e janela aberta
Dá constipação pela certa
Que era tonta eu bem avisei
Esta rima na qual mal pensei
Não consegue ter nada de bela
São versinhos colhidos avulso
Escritos com toda a força do pulso
E então mais tarde ou mais cedo
Vai escapar-se-me o dedo
Disparate vem já a seguir
Para o povo se pôr todo a rir
Gozar com o gestor do Estado
Que quer sempre poleiro elevado
Ou argumento de advogado
É escutado sempre de mau grado
Cores berrantes eu cá não duvido
Que me podem ferir o ouvido
Cu ao léu e janela aberta
Dá constipação pela certa
Que era tonta eu bem avisei
Esta rima na qual mal pensei
Provérbio provado rimado - CCCXCI
Diz-se que as vozes de burro
Não chegam ao céu lá de cima
Mas ouço porém tanto zurro
Como vou contar nesta rima
Para tudo há imensos cronistas
Integram qualquer discussão
São tidos por ser alpinistas
Sociais e da televisão
Dizem tudo e um par de botas
Levantam o dedo presente
E nunca admitem derrotas
Desculpa não há cu que aguente
Não chegam ao céu lá de cima
Mas ouço porém tanto zurro
Como vou contar nesta rima
Para tudo há imensos cronistas
Integram qualquer discussão
São tidos por ser alpinistas
Sociais e da televisão
Dizem tudo e um par de botas
Levantam o dedo presente
E nunca admitem derrotas
Desculpa não há cu que aguente
Provérbio provado no consultório
Às quartas feiras, em vez de ir do trabalho directamente para casa, a Fernanda cumpre sempre o mesmo ritual: desloca-se à cidade para a sua consulta semanal de psicoterapia.
Sente que ultimamente tem feito progressos, já que a médica não é muito inquiridora mas faz as perguntas certas, aquelas capazes de a pôr a pensar chegando às conclusões por si mesma.
A vida não tem sido fácil nos últimos anos: o marido de toda a vida quis divorciar-se na mesma altura em que os rapazes saíram de casa e a Fernanda sente-se terrivelmente só. No mês que vem vai fazer sessenta anos, efeméride que mais a faz pensar na solidão.
Nesta quarta feira, rói as unhas enquanto se tenta acomodar no cadeirão poído do consultório. A doutora hoje está mais faladora do que o habitual:
- Que acha da educação que recebeu dos seus pais? Educou os seus filhos da mesma forma?
- Os meus pais sempre foram muito bons para mim. É claro que o meu pai era muito rigoroso comigo: exigia que chegasse cedo a casa e não me deixava ir a festas sem estar acompanhada de alguma pessoa conhecida e de confiança. Sei que isso era para o meu bem, apesar de eu saber distinguir o que era correcto do que não era, eu tinha um bom discernimento. Mas enquanto morei com eles quando era solteira, devia-lhes obediência: era assim que as coisas eram! Os meus irmãos eram mais novos que eu mas tinham muito mais liberdade, como é natural... Os homens não são olhados pelos outros como o são as mulheres: podem chegar de madrugada a casa, ter muitas namoradas e até amantes que tudo é considerado muito normal. Com os meus filhos? Com os meus filhos a situação permaneceu mais ou menos igual: as coisas não mudaram assim tanto! Se tivesse tido filhas, teria cuidado mais delas do que fiz com os rapazes. Acho que as mulheres devem ser recatadas e desconfiarem muito dos homens que é para não serem enganadas.
- Espera de teu filho o mesmo que fizeste a teu pai
Sente que ultimamente tem feito progressos, já que a médica não é muito inquiridora mas faz as perguntas certas, aquelas capazes de a pôr a pensar chegando às conclusões por si mesma.
A vida não tem sido fácil nos últimos anos: o marido de toda a vida quis divorciar-se na mesma altura em que os rapazes saíram de casa e a Fernanda sente-se terrivelmente só. No mês que vem vai fazer sessenta anos, efeméride que mais a faz pensar na solidão.
Nesta quarta feira, rói as unhas enquanto se tenta acomodar no cadeirão poído do consultório. A doutora hoje está mais faladora do que o habitual:
- Que acha da educação que recebeu dos seus pais? Educou os seus filhos da mesma forma?
- Os meus pais sempre foram muito bons para mim. É claro que o meu pai era muito rigoroso comigo: exigia que chegasse cedo a casa e não me deixava ir a festas sem estar acompanhada de alguma pessoa conhecida e de confiança. Sei que isso era para o meu bem, apesar de eu saber distinguir o que era correcto do que não era, eu tinha um bom discernimento. Mas enquanto morei com eles quando era solteira, devia-lhes obediência: era assim que as coisas eram! Os meus irmãos eram mais novos que eu mas tinham muito mais liberdade, como é natural... Os homens não são olhados pelos outros como o são as mulheres: podem chegar de madrugada a casa, ter muitas namoradas e até amantes que tudo é considerado muito normal. Com os meus filhos? Com os meus filhos a situação permaneceu mais ou menos igual: as coisas não mudaram assim tanto! Se tivesse tido filhas, teria cuidado mais delas do que fiz com os rapazes. Acho que as mulheres devem ser recatadas e desconfiarem muito dos homens que é para não serem enganadas.
- Espera de teu filho o mesmo que fizeste a teu pai
Provérbio provado rimado - CCCXC
Com um QI tão pouco elevado
Ainda acabas é em deputado
À República Assembleia
Terás de ir volta e meia
Lá é como um regimento
Batem palmas a cada momento
Lá é como um rebanho
Onde o anuir é tamanho
As bancadas estão divididas
E muitas faces contraídas
Há partidos de todas as cores
Que têm entre si dissabores
Mas tu irás enturmar-te
E a discursar terás arte
Não te esqueças é que no trabalho
É cada macaco no seu galho
Ainda acabas é em deputado
À República Assembleia
Terás de ir volta e meia
Lá é como um regimento
Batem palmas a cada momento
Lá é como um rebanho
Onde o anuir é tamanho
As bancadas estão divididas
E muitas faces contraídas
Há partidos de todas as cores
Que têm entre si dissabores
Mas tu irás enturmar-te
E a discursar terás arte
Não te esqueças é que no trabalho
É cada macaco no seu galho
Provérbio provado num verso branco - XLI
O mundo não pode estar todo errado
Dou a mão à palmatória
E viajo para cada vez mais longe
Dos primeiros sonhos
Que o que sou não se pode chamar eu
Dou a mão à palmatória
E viajo para cada vez mais longe
Dos primeiros sonhos
Que o que sou não se pode chamar eu
Provérbio provado rimado - CCCLXXXIX
Se morreres não digas adeus
Despede-te com até já
Leva os sonhos que são teus
Espera-me do lado de lá
Lá onde nos encontrarmos
Seja no inferno ou no céu
É bom se juntos ficarmos
Isto é que nos desejo eu
Nossas más e boas acções
Estão apontadas numa folha
Face às nossas contradições
Que venha o Diabo e escolha
Despede-te com até já
Leva os sonhos que são teus
Espera-me do lado de lá
Lá onde nos encontrarmos
Seja no inferno ou no céu
É bom se juntos ficarmos
Isto é que nos desejo eu
Nossas más e boas acções
Estão apontadas numa folha
Face às nossas contradições
Que venha o Diabo e escolha
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