Ando muito como o Aleixo
Neste livro que vos deixo
Versinhos de pés quebrados
Pequenos e bem ritmados
Não sei bem o que se passa
A rimar nunca achei graça
E nem uso o dicionário
Só apenas o abecedário
Se a vossa paciência torro
É dizer e já me desforro
Faço logo outra rima
P'ra mim p'ra ti e p'rá prima
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Provérbio provado paginado
Nas primeiras páginas de um livro começa a desenhar-se uma história e apresentam-se as personagens centrais; corresponde este início à infância, na qual floresce o ser e se vai preparando para viver.
À medida que se desenrolam os capítulos, o enredo vai progredindo ao sabor das aventuras e desventuras dos heróis numa dança agitada, e por vezes uma ginástica irregular composta de acrobacias difíceis de coordenar. É aqui que se aprende a vida e se adquire conhecimento de acordo com os acontecimentos que se sucedem ininterruptamente, tantas vezes sem piedade das incapacidades de cada um, calando estados de alma e secando lágrimas. Mas também outras tantas alegrias vibrantes, amores e saudades: laços duradouros que se estabelecem, acompanhando a busca incessante de novas sensações e aprendizagens.
Sobre o fim do livro sabe-se pouco, tem mesmo de se ler até ao fim.
- A vida é um livro aberto
À medida que se desenrolam os capítulos, o enredo vai progredindo ao sabor das aventuras e desventuras dos heróis numa dança agitada, e por vezes uma ginástica irregular composta de acrobacias difíceis de coordenar. É aqui que se aprende a vida e se adquire conhecimento de acordo com os acontecimentos que se sucedem ininterruptamente, tantas vezes sem piedade das incapacidades de cada um, calando estados de alma e secando lágrimas. Mas também outras tantas alegrias vibrantes, amores e saudades: laços duradouros que se estabelecem, acompanhando a busca incessante de novas sensações e aprendizagens.
Sobre o fim do livro sabe-se pouco, tem mesmo de se ler até ao fim.
- A vida é um livro aberto
Provérbio provado rimado - CCXVIII
Ainda andam por aí uns pides
São mais que as mães e as pevides
Agora escondem-se atrás dum ecrã
E partilham fotos no Instagram
Se te puserem gostos no perfil
Manda-os mas é embora a mil
São mais que as mães e as pevides
Agora escondem-se atrás dum ecrã
E partilham fotos no Instagram
Se te puserem gostos no perfil
Manda-os mas é embora a mil
Provérbio provado amigado
Quero falar aqui da amizade, não porque seja uma novidade, mas por necessidade de colocar no pódio esta emoção tão e cada vez mais importante. Entronizá-la, medalhá-la. Na amizade descobrimo-nos com renovada surpresa. Percebemos que a nossa imperfeição tem ouvidos. Na casa que cada amigo é não há paredes, só janelas com vistas desafogadas. Cada amigo é um pássaro com quem se pode migrar para descobrir onde acaba o infinito, cada amigo uma poltrona estendendo os braços onde se descansa do duro ofício de viver, um amigo uma sesta, um mergulho, uma refeição que mata a fome.
Ninguém é tão democraticamente tolerante como o amigo que nos aceita tal como somos, que permite que sejamos livremente inteiros.
Muito obrigada às amigas e amigos que me têm acompanhado, mimado, estimulado e contrariado. Não faz mal que não nos vejamos quando queremos, não faz mal o hamburguer em vez da lagosta, não faz mal a lágrima e ausência de gargalhadas, nem aquele telefonema que não chegou a ouvir-se. Aos amigos tudo desculpamos. Não estamos cá só para casamentos, visitas à maternidade, baptizados e funerais. Estamos cá para saber que somos, existimos e fazemos falta
- Amigo certo conhece-se na hora incerta
Ninguém é tão democraticamente tolerante como o amigo que nos aceita tal como somos, que permite que sejamos livremente inteiros.
Muito obrigada às amigas e amigos que me têm acompanhado, mimado, estimulado e contrariado. Não faz mal que não nos vejamos quando queremos, não faz mal o hamburguer em vez da lagosta, não faz mal a lágrima e ausência de gargalhadas, nem aquele telefonema que não chegou a ouvir-se. Aos amigos tudo desculpamos. Não estamos cá só para casamentos, visitas à maternidade, baptizados e funerais. Estamos cá para saber que somos, existimos e fazemos falta
- Amigo certo conhece-se na hora incerta
Provérbio provado rimado - CCXVII
A tristeza nem se nota
Certas vezes que eu cá sei
E até bater a bota
Nesse dia não pensei
A alegria uma miragem
Noutros outros tantos dias
Vou correndo p'la paisagem
Alimentando simpatias
Aspirando liberdade
Deixo a gaiola aberta
E retorno com vontade
Quando a vontade desperta
Sou pássaro muito leve
Há quem não goste assim
Com uma loucura breve
Que nasce dentro de mim
Mas não me pisem os calos
Se a defesa impera
Levam um par de estalos
E ataco como uma fera
Certas vezes que eu cá sei
E até bater a bota
Nesse dia não pensei
A alegria uma miragem
Noutros outros tantos dias
Vou correndo p'la paisagem
Alimentando simpatias
Aspirando liberdade
Deixo a gaiola aberta
E retorno com vontade
Quando a vontade desperta
Sou pássaro muito leve
Há quem não goste assim
Com uma loucura breve
Que nasce dentro de mim
Mas não me pisem os calos
Se a defesa impera
Levam um par de estalos
E ataco como uma fera
Provérbio provado rimado - XXCVI
Aceitar conselhos alheios
Até mesmo olhando a meios
É uma faca de dois gumes
Boa para cortar legumes
São bons quando são pedidos
Rejeitados se oferecidos
Tem-se sempre a sensação
De que estão ali à mão
E quem se está a imiscuir
Do momento não pode fugir
Deve aguentar insucessos
Aqui e além alguns excessos
Conselhos são contribuintes
Considerados pedintes
Quando são isentos de imposto
Mesmo assim deixam desgosto
É que a galinha dos ovos de ouro
Não sabe aceitar desaforo
Canta inchada no poleiro
Um canto um pouco foleiro
Pode também ser mesquinha
Até bastante fuinha
E um revés nunca aceitar
Se não a souberem levar
Por isso vos digo amigos
Que não querem passar perigos
Conselhos devem escutar
Mas depois bem devagar
E de forma algo leviana
Fazer o que dá na real gana
Até mesmo olhando a meios
É uma faca de dois gumes
Boa para cortar legumes
São bons quando são pedidos
Rejeitados se oferecidos
Tem-se sempre a sensação
De que estão ali à mão
E quem se está a imiscuir
Do momento não pode fugir
Deve aguentar insucessos
Aqui e além alguns excessos
Conselhos são contribuintes
Considerados pedintes
Quando são isentos de imposto
Mesmo assim deixam desgosto
É que a galinha dos ovos de ouro
Não sabe aceitar desaforo
Canta inchada no poleiro
Um canto um pouco foleiro
Pode também ser mesquinha
Até bastante fuinha
E um revés nunca aceitar
Se não a souberem levar
Por isso vos digo amigos
Que não querem passar perigos
Conselhos devem escutar
Mas depois bem devagar
E de forma algo leviana
Fazer o que dá na real gana
Provérbio provado num verso branco - IX
Marketing directo
For sale
Cérebro com corredores
Atreito a ventanias
Correntes de ar
Janelas partidas
Portas fora dos gonzos
Sem eira nem beira
Preço negociável
This side up
Corpo já carunchoso
Ombros curvados
Escoliose severa
Cervical sempre tensa
Perna maior que a outra
Deveras assimétrico
Muito preguiçoso
Melhor oferta
Handle with care
Alma bastante frágil
Coração partido
Pensamento volátil
Forte inconstância
Palavras em catadupa
Perda de oportunidades
Falta de empenho
Contacte-nos hoje
For sale
Cérebro com corredores
Atreito a ventanias
Correntes de ar
Janelas partidas
Portas fora dos gonzos
Sem eira nem beira
Preço negociável
This side up
Corpo já carunchoso
Ombros curvados
Escoliose severa
Cervical sempre tensa
Perna maior que a outra
Deveras assimétrico
Muito preguiçoso
Melhor oferta
Handle with care
Alma bastante frágil
Coração partido
Pensamento volátil
Forte inconstância
Palavras em catadupa
Perda de oportunidades
Falta de empenho
Contacte-nos hoje
Provérbio provado rimado - CCXV
Quero que se solte o beijo
Como naquela canção
E faça jus ao desejo
Que habita no meu coração
A coisa ainda é fresquinha
Faz de conta que não disse
Até o gato da vizinha
Mia com tanta cusquice
Tenho de lhe fazer xiu
Mas ela abre a porta
Finge porém que não viu
E que afinal não se importa
Nasce em mim um amor
Que nem às paredes confesso
Espero não me traga dor
As palavras já nem meço
Como naquela canção
E faça jus ao desejo
Que habita no meu coração
A coisa ainda é fresquinha
Faz de conta que não disse
Até o gato da vizinha
Mia com tanta cusquice
Tenho de lhe fazer xiu
Mas ela abre a porta
Finge porém que não viu
E que afinal não se importa
Nasce em mim um amor
Que nem às paredes confesso
Espero não me traga dor
As palavras já nem meço
Provérbio provado rimado - CCXIV
Somos colecção de instantes
E já nada é como dantes
Quando a curta juventude
Nos espreitava em plenitude
Numa cabeça muito leve
A hipótese é cada vez mais breve
Os sonhos tornam-se irreais
Despertam com menos vogais
Ninguém faz um gesto de basta
Nesta caminhada tão vasta
Parecia muito mais comprida
A estrada a que chamamos vida
E já nada é como dantes
Quando a curta juventude
Nos espreitava em plenitude
Numa cabeça muito leve
A hipótese é cada vez mais breve
Os sonhos tornam-se irreais
Despertam com menos vogais
Ninguém faz um gesto de basta
Nesta caminhada tão vasta
Parecia muito mais comprida
A estrada a que chamamos vida
Provérbio provado rimado - CCXIII
Comprem que é muito barato
A inveja servida num prato
Deve aceitar-se como facto
Bem comida pela menina
Torna-se um pouco mais fina
É vero negócio da China
Mas se aparecer um matulão
E a sorver voraz com a mão
Pode terminar num caixão
Que ela é em bom português
Usada por quem é má rês
Sem esperar pela sua vez
Inveja tem mais que um sinónimo
Também um ou outro antónimo
É cuspida da boca do anónimo
E por vezes é vomitada
Sem sequer ser mastigada
Cuidado que não tarda nada
Sentimento tão negativo
De identificar intuitivo
Melhor é guardá-la no arquivo
Parece ser uma tragédia
Mas é uma coisa intermédia
Com o seu quê de comédia
Pois está à espreita à janela
Com cor de merda amarela
E medo que digam mal dela
Por isso aviso senhores
Se a vir na casa de penhores
Talvez lhe teça louvores
A inveja servida num prato
Deve aceitar-se como facto
Bem comida pela menina
Torna-se um pouco mais fina
É vero negócio da China
Mas se aparecer um matulão
E a sorver voraz com a mão
Pode terminar num caixão
Que ela é em bom português
Usada por quem é má rês
Sem esperar pela sua vez
Inveja tem mais que um sinónimo
Também um ou outro antónimo
É cuspida da boca do anónimo
E por vezes é vomitada
Sem sequer ser mastigada
Cuidado que não tarda nada
Sentimento tão negativo
De identificar intuitivo
Melhor é guardá-la no arquivo
Parece ser uma tragédia
Mas é uma coisa intermédia
Com o seu quê de comédia
Pois está à espreita à janela
Com cor de merda amarela
E medo que digam mal dela
Por isso aviso senhores
Se a vir na casa de penhores
Talvez lhe teça louvores
Provérbio provado num verso branco - VIII
O tempo é um pássaro: voa
É um médico: cura tudo
Um professor: ensina sempre qualquer coisa
O tempo tem cornos
A vida ângulos rectos
Nas esquinas onde se aguarda pelo resto
Onde se espera o que já não vem
Enquanto viver arrebata e enlouquece
Saber não colocar tudo numa só esperança
Quando se dá muito e demais
Os olhos alheios desviam-se
Os ouvidos tapam-se
E as mãos fecham-se nos bolsos
O excesso enferruja rápido
Ser apenas simples e lento
Calar mais e deixar falar o silêncio
A ausência de palavras canta uma verdade que prende os momentos
Não forçar os acontecimentos
Não ser mais papista que o papa
Nem teimar que se conhece de antemão a corrida
O rio nada para a foz e não volta para trás
É um médico: cura tudo
Um professor: ensina sempre qualquer coisa
O tempo tem cornos
A vida ângulos rectos
Nas esquinas onde se aguarda pelo resto
Onde se espera o que já não vem
Enquanto viver arrebata e enlouquece
Saber não colocar tudo numa só esperança
Quando se dá muito e demais
Os olhos alheios desviam-se
Os ouvidos tapam-se
E as mãos fecham-se nos bolsos
O excesso enferruja rápido
Ser apenas simples e lento
Calar mais e deixar falar o silêncio
A ausência de palavras canta uma verdade que prende os momentos
Não forçar os acontecimentos
Não ser mais papista que o papa
Nem teimar que se conhece de antemão a corrida
O rio nada para a foz e não volta para trás
Provérbio provado rimado - CCXII
Faço umas rimas incertas
Por dá cá aquela palha
Só para mentes abertas
Ou talvez coisa que o valha
Podem talvez correr mal
P'ra quem se leva muito a sério
Pero a mí me dá igual
Não é esse o meu ministério
Posso ofender os poetas
Que abundam p'la nossa praça
Cheios de razões concretas
E que não me acham graça
Por isso desculpa peço
Neste soalheiro domingo
Porém as palavras não meço
E feliz sigo p'ra bingo
Por dá cá aquela palha
Só para mentes abertas
Ou talvez coisa que o valha
Podem talvez correr mal
P'ra quem se leva muito a sério
Pero a mí me dá igual
Não é esse o meu ministério
Posso ofender os poetas
Que abundam p'la nossa praça
Cheios de razões concretas
E que não me acham graça
Por isso desculpa peço
Neste soalheiro domingo
Porém as palavras não meço
E feliz sigo p'ra bingo
Provérbio provado rimado - CCXI
Os santos têm pés de barro
E os diabos os têm de cabra
É nessa evidência que esbarro
Quando vejo uma coisa macabra
E os diabos os têm de cabra
É nessa evidência que esbarro
Quando vejo uma coisa macabra
Provérbio provado rimado - CCX
Vejo gente em bicos de pés
A trepar para um pedestal
O que só demonstra a avidez
Que engorda a pessoa banal
Dos seus ídolos copiam os tiques
P'ra se destacarem na multidão
E querem ser muito chiques
Poder marcar esta geração
É um tipinho de malta
Normalmente assaz interesseira
E quando a vaidade os assalta
Lá vem a resposta costumeira
Seria bom se não se achassem
A última bolacha do pacote
E nas próximas eleições votassem
Já que muitos lhes fazem boicote
Não quero com isto dizer
Que sou vazia de defeitos
Mas ao menos não uso esconder
Que são mesmo muito imperfeitos
A trepar para um pedestal
O que só demonstra a avidez
Que engorda a pessoa banal
Dos seus ídolos copiam os tiques
P'ra se destacarem na multidão
E querem ser muito chiques
Poder marcar esta geração
É um tipinho de malta
Normalmente assaz interesseira
E quando a vaidade os assalta
Lá vem a resposta costumeira
Seria bom se não se achassem
A última bolacha do pacote
E nas próximas eleições votassem
Já que muitos lhes fazem boicote
Não quero com isto dizer
Que sou vazia de defeitos
Mas ao menos não uso esconder
Que são mesmo muito imperfeitos
Provérbio provado rimado - CCIX
Eu cá fervo em pouca água
Porém dá-me alguma mágoa
É esse um grande defeito
Lá está ninguém é perfeito
Sou assim mesmo espontânea
Por isso nada consentânea
Sou também muito genuína
Desde os meus tempos de menina
Mas mesmo apesar dos pesares
E de ter tido os meus azares
Eu tento ser sempre generosa
E muito poucas vezes maldosa
Se querem ser meus amigos
Convivam com os tais perigos
De um humor sempre a mudar
É assim que têm de me aturar
Porém dá-me alguma mágoa
É esse um grande defeito
Lá está ninguém é perfeito
Sou assim mesmo espontânea
Por isso nada consentânea
Sou também muito genuína
Desde os meus tempos de menina
Mas mesmo apesar dos pesares
E de ter tido os meus azares
Eu tento ser sempre generosa
E muito poucas vezes maldosa
Se querem ser meus amigos
Convivam com os tais perigos
De um humor sempre a mudar
É assim que têm de me aturar
Provérbio provado rimado - CCVIII
Às vezes destilo fel
Se tenho o ego insuflado
Nas palavras não ponho mel
Corto tudo a machado
Tiro a faca da liga
E a franga da capoeira
Roubo a migalha à formiga
Da Eva a macieira
Irrita-me quem debate
Questões de lana caprina
E assim toco a rebate
O sino como uma sina
Quem gosta de esmiuçar
Qual é o sexo dos anjos
Começo-me a impancientar
Não há cu p'ra tais marmanjos
Querem saber se apareceu
Primeiro o ovo ou a galinha
E talvez qual deles morreu
Mas que raio de ladainha
É verdade que também
Da discussão nasce a luz
Mas quero mandá-los à mãe
E pregá-los numa cruz
Tenho de ser mais tolerante
Aprender a ter paciência
Pois é nesse preciso instante
Que adquiro sapiência
Se tenho o ego insuflado
Nas palavras não ponho mel
Corto tudo a machado
Tiro a faca da liga
E a franga da capoeira
Roubo a migalha à formiga
Da Eva a macieira
Irrita-me quem debate
Questões de lana caprina
E assim toco a rebate
O sino como uma sina
Quem gosta de esmiuçar
Qual é o sexo dos anjos
Começo-me a impancientar
Não há cu p'ra tais marmanjos
Querem saber se apareceu
Primeiro o ovo ou a galinha
E talvez qual deles morreu
Mas que raio de ladainha
É verdade que também
Da discussão nasce a luz
Mas quero mandá-los à mãe
E pregá-los numa cruz
Tenho de ser mais tolerante
Aprender a ter paciência
Pois é nesse preciso instante
Que adquiro sapiência
Provérbio provado em palavras esbanjado
Coração é aquela coisa que está do lado esquerdo do peito. Serve para bombear sangue para o resto do corpo. Os malucos dizem que é responsável pela capacidade de sentir afecto, empatia e amor por outros seres humanos. Mas já se sabe que não se pode confiar nesse tipo de gente, costumam ter o coração ao pé da boca.
- Ter o coração ao pé da boca
- Ter o coração ao pé da boca
Provérbio provado em palavras poupado
Há expressões que entram misteriosamente no léxico idiomático e se tornam recorrentes como modismos da linguagem. Uma dessas frases, muito na moda, que me irrita sobremaneira é a preguiçosa: Não tenho palavras. É muito usada por exemplo pelos concorrentes dos concursos de talentos que nunca têm palavras para descrever as emoções que estão a sentir. Ora bolas!, com uma língua tão rica como a nossa, repleta de sinónimos e adjectivos qualificativos, e tantas coisas que há para dizer para definir situações e diferencia-las de outras, as pessoas limitam-se a não ter palavras? Que falta de vontade de pôr o cérebro a trabalhar!
- Palavras não custam dinheiro
- Palavras não custam dinheiro
Provérbio orgulhoso
O orgulho é um sentimento exagerado que cada um tem do seu próprio valor. Embora essa vaidade possa ser legítima, é por vezes confundido com amor próprio. Nascem ambos do umbigo e são egocêntricos, mas um e positivo e outro negativo. E se é óptimo ter auto estima, quando esta se agiganta metamorfoseia-se em orgulho insuflado e o ego passa a habitar numa postura defensiva, que joga ao ataque à mínima suspeita de crítica. Então, o que poderia ser construtivo e contribuir para melhorar o amor próprio, passa a ser apenas rancor cego.
- O orgulho não quer dever e o amor próprio não quer pagar
- O orgulho não quer dever e o amor próprio não quer pagar
Provérbio provado rimado - CCVII
Livre não vive
No chão no poço
No prato de tremoço
Numa vida a bocejar
Livre não vive
Junto ao osso
Sem pescoço
Nem consegue respirar
Liberdade
Essa palavra
De tudo e todos escrava
Enquanto tenta voar
Liberdade
Não perdoa
Por entre as mãos se escoa
À procura de lugar
No chão no poço
No prato de tremoço
Numa vida a bocejar
Livre não vive
Junto ao osso
Sem pescoço
Nem consegue respirar
Liberdade
Essa palavra
De tudo e todos escrava
Enquanto tenta voar
Liberdade
Não perdoa
Por entre as mãos se escoa
À procura de lugar
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